quinta-feira, 15 de maio de 2014

Gestão Democrática.

Como de costume ao iniciar o ano letivo as escolas têm como desafio organizar diretrizes para nortear o trabalho pedagógico que será desenvolvido neste período, ele acontece pelo menos duas vezes no ano, no começo desse semestre sua pauta teve como principal objetivo o mapeamento de ações positivas que tiveram êxito e de exposição de problemáticas enfrentadas no ano anterior por todos os profissionais, essas "críticas" deveriam vir acompanhadas de sugestões que possibilitassem uma possível melhora e assim minimizar ou até mesmo excluir tais dificuldades.
A participação de todos: diretor, professores, coordenadores pedagógicos, professores mediadores, professores especialistas e  funcionários, garantiu que tivéssemos a visão geral da escola e de todas as dificuldades que vão além dos problemas de sala aula, os entraves enfrentados por determinado professor pode ser o mesmo de outro e a busca por soluções que garantam a continuidade de um trabalho íntegro só acontece com a participação e interação de todos.
É pertinente salientar que as discussões que foram apresentadas tiveram como finalidade melhorar não só o ambiente de trabalho dos profissionais mais acima de tudo garantir que os alunos recebam um ensino de qualidade que garanta equidade e oportunidade.
Nesse espaço todos tiveram a chance de falar sobre suas experiências positivas e negativas e assim criar intervenções para melhoria com a contribuição de todos, os professores de educação especial também falaram sobre o trabalho desenvolvido na sala de recursos e a importância de devolutivas sobre avanços desses alunos nos diversos ambientes, escola, família e sociedade para que fossem traçadas metas que garantissem evolução cada vez mais significativa, assim como sugestões de avaliação de acordo com as adaptações curriculares e a construção dessas adaptações juntamente com os professores de cada área.
Hoje a nossa escola vem caminhando para cada vez mais garantir o acesso e a permanência dos alunos com deficiência dentro do ambiente escolar, esse trabalho que envolve não só procedimentos conceituais desenvolvidos em sala como também atitudinais de quebra de barreiras que impedem a participação coletiva que é fundamental dentro de uma cultura inclusiva.
Para tanto é necessário que todos participem só assim a escola oferecerá aos seus alunos e a toda comunidade escolar um ambiente em que a construção de um trabalho seja pautado em respeito garantindo aos seus integrantes liberdade de participação.




sexta-feira, 28 de março de 2014

O Blog indicado apresenta sugestões de atividades e adaptações curriculares acerca de alunos com autismo, além de conter informações relevantes para aqueles que querem conhecer mais sobre o universo autista essas atividades servem como recurso facilitador e orientador para o trabalho do professor em sala regular e também nos atendimentos educacional especializado, vale a pena conferir.

http://inclusaofranciscalopes.blogspot.com
Projeto Bullying- Disseminando o bem sem olhar a quem.
Objetivo:
·         Desenvolver noções de respeito e tolerância;
·         Sensibilizar os alunos sobre a importância de valores como igualdade e diversidade;
·         Conhecer e entender o outro como um ser único.
Esse projeto contará com a participação da diretora dos coordenadores pedagógicos, professores, mediadores e demais funcionários da escola, todos os alunos deverão participar inclusive os da sala de recurso.
Bullying trata-se de uma forma violenta de caráter verbal, físico e ou psicológico, com isso há necessidade de intervenções para que essas atitudes se transformem e não façam mais parte do cotidiano escolar.
Este projeto terá a duração de um bimestre e utilizaremos recursos como sites de busca, criar grupos em rede sociais, TV com vídeos, mural didático, a primeira proposta é criar uma roda de conversa nas salas com os alunos e levar alguns alunos das nossas salas de recurso para participar desse debate, falaremos sobre fatos ocorridos na escola e registrados no livro de ocorrência e saber a opinião desses alunos sobre essas atitudes, num segundo momento os alunos deverão apresentar soluções para determinadas situações de conflitos, e confeccionar um painel para expor essas soluções e apresentar uns aos outros, será disponibilizado também vídeos educativos como este disponível em https://www.youtube.com/watch?v=j3v70bmk4eE, os professores ficaram com o papel de orientar essas atividades e intermediar os conflitos.
A avaliação será feita através da construção de uma peça teatral com roteiro, cenário preparados pelos próprios alunos contando com a participação dos alunos atendidos na sala de recurso, esse será apresentado também para os pais e comunidades externa.

Ao finalizarmos esse trabalho espera-se que o índice de violência de qualquer natureza se dissemine dentro da escola e que os alunos possam respeitar a individualidade de cada um entendendo que somos todos iguais nas diferenças.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Bom dia, aproveitando a chegada do dia do Síndrome de Down começamoso as reflexões no blog sobre um texto chamado Disbicicléticos de Emilio Ruiz Rodrigues psicólogo, que trabalha na Fundação Down Cantabria, na Espanha.

Dani é uma criança que não sabe andar de bicicleta. Todas as outras crianças do seu bairro já andam de bicicleta; os da sua escola já andam de bicicleta; os da sua idade já andam de bicicleta. Foi chamado um psicólogo para que estude seu caso. Fez uma investigação, realizou alguns testes (coordenação motora, força, equilíbrio e muitos outros; falou com seus pais, com seus professores, com seus vizinhos e com seus colegas de classe) e chegou a uma conclusão: esta criança tem um problema, tem dificuldades para andar de bicicleta. Dani é disbiciclética.
Agora podemos ficar tranquilos, pois já temos um diagnóstico. Agora temos a explicação: o garoto não anda de bicicleta porque é disbiciclético e é disbiciclético porque não anda de bicicleta. Um círculo vicioso tranquilizador. Pesquisando no dicionário, diríamos que estamos diante de uma tautologia, uma definição circular. “Por qué la adormidera duerme? La adormidera duerme porque tiene poder dormitivo”. Pouco importa, porque o diagnóstico, a classificação, exime de responsabilidade aqueles que rodeiam Dani. Todo o peso passa para as costas da criança. Pouco podemos fazer. O garoto é disbiciclético! O problema é dele. A culpa é dele. Nasceu assim. O que podemos fazer?
Pouco importa se na casa de Dani seus pais não tivessem tempo para compartilhar com ele, ensinando-o a andar de bicicleta. Porque para aprender a andar de bicicleta é necessário tempo e auxílio de outras pessoas.
Pouco importa que não tenham colocado rodinhas auxiliares ao começar a andar de bicicleta. Porque é preciso ajuda e adaptações quando se está começando. Pouco importa que não haja, nas redondezas de sua casa, clubes esportivos com ciclistas com quem ele pudesse se relacionar, ou amigos ciclistas no bairro que o motivassem. Porque, para aprender a andar de bicicleta não pode faltar motivação e vontade de aprender. E pessoas que incentivem!
Pouco importa, enfim, que o garoto não tivesse bicicleta porque seus pais não puderam comprá-la. Porque para aprender a andar de bicicleta é preciso uma bicicleta. (Felizmente, os pais de Dani, prevendo a possibilidade de seu filho ser disbiciclético, preferiram não comprar uma bicicleta até consultar um psicólogo.)
Transportando este exemplo para o campo da síndrome de Down, o processo é semelhante. Desde quando a criança é muito pequena, apenas um recém-nascido, é feito um diagnóstico – trissomia do cromossomo 21 – por um médico especialista, e verificado, com uma prova científica, o cariótipo. A partir disso, entramos em um círculo vicioso no qual os problemas justificam o diagnóstico, o qual, por sua vez, é justificado pelos problemas. Por que a criança não cumprimenta, não diz bom-dia quando chega, nem adeus quando vai embora? “É que ela tem síndrome de Down”. Ah, bom! Achei que era mal-educada.
Por que a criança não se veste sozinha, e sua mãe a veste e despe todos os dias, se já tem oito anos? “É que ela tem síndrome de Down”. Ah, bom! Pensei que não lhe tinham ensinado.
Por que continua a tomar mamadeiras se já tem seis anos? “É que ela tem síndrome de Down”. Ah, bom! Imaginei que era comodismo de seus pais.
Por que a criança não sabe ler? “É que ela tem síndrome de Down”. Ah, bom! Pensei que não lhe haviam ensinado.
Por que não anda de ônibus ? “É que ela tem síndrome de Down”. Ah, bom! Pensei que não lhe permitiam fazer isso.
E, assim, uma lista interminável de supostas dificuldades que, por estarem justificadas pela síndrome de Down, não necessitam de nenhuma intervenção, além da resignação. Todas as suas dificuldades se devem à síndrome de Down.
Podemos estender a qualquer outra deficiência em que o diagnóstico médico ou psicológico possa ser utilizado como desculpa para nos eximirmos de responsabilidades. Se classificamos a criança como disfásica, disléxica, discalcúlica, disgráfica, deficiente visual ou auditiva, mental ou motora, disártrica ou simplesmente disbiciclética, estamos fazendo algo mais do que “colocar um nome” no que pode acontecer com uma criança. Estamos criando expectativas naqueles que a cercam.
Por isso, eu sugiro que antes de comprar uma bicicleta para seu filho ou sua filha, comprove que não sejam disbicicléticos. Não vá que aconteça imediatamente após a compra dar-se conta de que se jogou dinheiro fora.